A situação do deputado federal Pastor Gil, condenado pelo Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva, será analisada nos próximos dias pela cúpula da igreja Assembleia de Deus à qual ele está ligado no Maranhão. A decisão poderá resultar em medidas disciplinares dentro da própria instituição religiosa.
Pastor Gil, que exerce forte influência na Convenção Estadual das Assembleias de Deus no Maranhão, foi condenado juntamente com o deputado federal Josimar de Maranhãozinho por corrupção passiva, acusados pela Polícia Federal e MPF de darem pressão no então prefeito de São José de Ribamar por uma propina de R$ 1,6 milhão. No julgamento, a ministra Carmem Lúcia disse que Pastor Gil e Josimar formaram uma ciranda criminosa no Maranhão.
Segundo apuração do Blog Minuto Barra, o conselho político da CEADEMA e a diretoria da igreja devem se reunir ainda nesta semana para deliberar sobre a permanência do parlamentar na comunhão da igreja. Entre as medidas em discussão está a suspensão da credencial pastoral por até cinco anos, período que corresponderia à duração da condenação imposta pelo STF.
Nos bastidores, o clima é de pressão. Pastores considerados mais tradicionais, que defendem a separação entre igreja e política partidária, manifestam incômodo com a situação e cobram uma postura firme da liderança.
Um dos líderes ouvidos pelo blog, sob condição de anonimato, afirmou que a igreja precisa agir com coerência diante do caso. “Ao longo da história, disciplinamos membros por diversos pecados. Punir alguém sem influência é fácil, mas este caso exige uma posição firme e exemplar”, declarou.
A decisão da CEADEMA é aguardada com expectativa tanto no meio evangélico, bem como perante à sociedade maranhense.
Uma das marcas da Igreja Assembleia de Deus no Maranhão é o zelo pela sã doutrina, bem como o combate a todo tipo de pecado.





