São Luís, 9 de março de 2021
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Saúde

Deu no G1: vacina contra a Aids está na fase final de testes na UFMG.

O estudo tem a participação total de 3.800 pessoas em oito países, sorteadas e divididas igualmente entre grupo placebo e grupo ativo. Em Minas Gerais, na UFMG, serão 120 pessoas a participar dos testes.

Deu no G1: vacina contra a Aids está na fase final de testes na UFMG.

Matéria do G1 publicada em 6 de fevereiro de 2021.

A Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) recruta 120 voluntários para receber vacinas contra o HIV, em Belo Horizonte. Os testes já começaram, mas os interessados podem se cadastrar até julho deste ano ou até preencher as vagas, desde que sejam homens cisgênero ou pessoas trans que têm relacionamento com homens cisgênero e/ou pessoas trans.

Além disso, os candidatos devem ter entre 18 e 60 anos de idade, e não estar infectados pelo HIV.

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Um imunizante contra a Aids está na fase final de testes com pesquisas em Minas Gerais. A Faculdade de Medicina da UFMG seleciona 120 voluntários para participarem dos estudos no estado. CONTINUE LENDO A MATÉRIA ABAIXO:

O estudo tem a participação total de 3.800 pessoas em oito países, sorteadas e divididas igualmente entre grupo placebo e grupo ativo. Em Minas, na UFMG, serão 120 pessoas a participar dos testes.

A primeira inscrição em Belo Horizonte aconteceu em novembro de 2019. A previsão é que o estudo dure 4 anos.

Segundo a UFMG, até a última quinta-feira (4), 19 participantes já tinham sido vacinados em BH e cerca de 20 estavam em processo de triagem, etapa que antecede a vacinação.

A pesquisa, chamada mosaico, é financiada em colaboração com a Johnson & Johnson. Segundo o professor e pesquisador responsável pelo estudo da UFMG, Jorge Andrade Pinto, o principal diferencial é o objetivo de proteção para o HIV, “o mais comum, e seus diversos subtipos”. Esse desafio é a razão de não haver uma vacina em mais de 30 anos desde o primeiro caso de Aids.

Segundo o pesquisador, há a dificuldade de desenvolver uma vacina e depois a necessidade de cobrir essa diversidade de vírus. “E é justamente essa a proposta do estudo, de ser multivalente”, disse ele.

Como o HIV é tão disseminado e de controle tão difícil, várias estimativas indicam que, mesmo que a vacina não seja altamente eficaz, ainda vai poder diminuir bastante o impacto da epidemia”, disse Jorge Pinto.

Ele explicou que, mesmo se a eficácia da vacina vier a ser baixa, ela pode ajudar a frear o número de casos:

Por exemplo, se você tiver considerando que tenha uma vacina que seja 30% eficaz, mas que seja capaz de vacinar 20% da população em risco de aquisição do HIV, você previne cerca de 5 milhões de casos no intervalo projetado de 10 anos. Agora, se você tiver uma vacina que seja 70% eficaz, no outro extremo, e com uma cobertura de 40% da população, o número de infecções prevenidas no intervalo de 10 anos, vai a 28 milhões”, disse.

Duas vacinas diferentes

Segundo o pesquisador, a mesma pessoa vai receber duas vacinas diferentes: a vetor viral e a contendo a proteína gp140 do HIV.

Apenas um comitê externo saberá quem recebeu placebo e quem recebeu a vacina, sendo responsável por avaliar a segurança da vacina e o número de novas infecções entre os participantes.

Segundo a UFMG, as vacinas testadas nesse estudo não causam a infecção por HIV ou Aids, “porque utilizam apenas fragmentos do vírus”.

Espera-se que, quando o voluntário vacinado for exposto ao vírus, nos contatos eventuais de aquisição do HIV, o sistema imune esteja habilitado a reconhecer e eliminá-lo antes que cause uma infecção disseminada. Alcançar esse resultado de impacto global pode salvar milhões de vidas das consequências desse vírus pandêmico“, explicou o pesquisador.

Os candidatos passam por avaliação clínica, incluindo exames. Se aprovada a participação, a pessoa recebe quatro doses, as duas primeiras apenas com vacina de vetor viral e as demais contendo ambas vacinas (vetor viral e proteica), aplicadas no intervalo de três meses.

O acompanhamento é feito a cada três meses e depois a cada seis meses. Nos 30 meses totais, será preciso ir à clínica por 14 vezes.

Para o pesquisador, a participação do voluntário “requer um comprometimento com o centro de estudo e, por isso, é importante que ele permaneça em Belo Horizonte ou na região geográfica acessível para comparecer às avaliações”, disse.

G1MG

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