São Luís, 8 de março de 2021
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Margaret Thatcher (A Dama de Ferro): Veja a história da 1ª Ministra do Reino Unido em que Roseana Sarney se inspira

Ao seguir os passos do pai, a jovem baronesa identificou um caminho cheio de desafios e trabalho a ser feito na reconstrução de um governo desestruturado e com impostos altíssimos.

Margaret Thatcher (A Dama de Ferro): Veja a história da 1ª Ministra do Reino Unido em que Roseana Sarney se inspira

A Baronesa de Kesteven, Margaret Thatcher, nasceu em 1925 na cidade de Grantham, Reino Unido.

Filha de Alfred Roberts. Comerciante, vereador e pregador metodista, ela foi educada desde pequena nos princípios cristãos. Na escola, a jovem destacava-se pela perspicácia e esforço, pois, ha cada dia que passava, ela melhorava seu desempenho.

Tão logo ela acabou conseguindo uma bolsa para estudar química no Colégio Somerville, Universidade de Oxford.

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Graduada em 1947, começou a lecionar química, especializando-se em várias áreas científicas, ganhando respaldo dos professores e colegas de trabalho. Sem dúvidas, era nítido um talento substancial, não por ser nato ou por excelência, mais sim, por ser feito com total diligência.

Mesmo com a promissora carreira científica, Margaret Thatcher não parava de nutrir um forte interesse pela política, tal como seu pai. Ainda na juventude, por exemplo, Thatcher já se envolvia em trabalhos públicos. Destarte ao preferir seguir os passos do progenitor, ao simpatizar com o Partido Liberal, acreditava na existência de homens e mulheres individuais, onde só existem famílias e nenhum governo poderia fazer nada, exceto, através de pessoas que segundo ela, só olham para si mesmas primeiro.

E em um discurso ela defendia que “É nosso dever cuidar de nós mesmos e depois também ajudar a cuidar do nosso próximo e a vida é um negócio recíproco e as pessoas têm os direitos demais em mente sem as obrigações“.

Em meio a uma cultura tipicamente machista, era muito difícil ver a ascensão da jovem cientista. Mesmo que algumas pessoas verificavam nela um potencial de liderança, ela jamais pensava que iria chegar tão longe. Mesmo assim, não parou de fazer o que mais gostava e acreditava. E, em meio a um parlamento dominantemente masculino, Margaret foi eleita deputada pelo distrito na eleição de 1959. Com isso, ela estudou direito e conseguiu ter mais estabilidade na política.

Em outubro de 1961, foi promovida para a Câmara dos Comuns e lá tornou-se Subsecretária Parlamentar do Ministério das Pensões e Seguros Nacionais pelo primeiro-ministro Harold Macmillan.

Margaret Thatcher era a mulher mais jovem da história designada para tal cargo, e foi um dos primeiros parlamentares eleitos em 1959 a serem promovidos.

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Ao ser percebida pelo primeiro-ministro Edward Heath, ela foi nomeada como secretária de Estado para Educação e Ciência. Ao se destacar ativamente na política em 1975, Margaret candidatou-se para a liderança do partido conservador, conseguindo derrotar Heath, tornando-se a primeira mulher a liderar um dos maiores partidos políticos do Reino Unido.

Devido as demasiadas criticas e intimidações de vários líderes políticos, Margaret Thatcher manteve-se de postura séria e com decisões firmes, até que acabou conquistando o respeito e admiração de todos que a rodeava.

No dia 4 de maio de 1979, ela foi eleita a primeira-ministra da história do Reino Unido.

Nesse período, em uma monarquia parlamentarista, se estabelecia de um lado a popularidade de uma Rainha chefe de Estado e do outro uma Baronesa chefe do Governo cheia de força de vontade e determinação.

Segundo Campbell (2011): “Uma questão que continuou a fascinar o público sobre o fenômeno de uma mulher primeira-ministra foi como ela deu-se com a Rainha. A resposta é que suas relações eram meticulosamente corretas, mas havia pouco amor perdido em ambos os lados. Como duas mulheres de idade muito similar – a Sra. Thatcher tinha seis meses de idade a mais – ocupando posições paralelas no topo da pirâmide social, uma chefe de governo, a outra chefe de estado, elas deveriam ser, de certo modo, rivais. A atitude da Sra. Thatcher com a Rainha era ambivalente”.

A hipótese de que se ouve ou não uma certa rivalidade entre ambas no início, não está descartada, mas o que se sabe é que, a primeira-ministra acabou entrando em um governo desestruturado e muito conturbado. De início a baronesa teve que tomar decisões muito duras, principalmente com os movimentos sindicais. Tais ações fizeram das ruas palcos de várias manifestações contrárias ao seu governo, acarretando em um declínio econômico.

O número de paralisações  em todo o Reino Unido atingiu o pico de 4.583 em 1979 (Butler & Butler 1994).

Mesmo assim, ela não se deu por vencida. E como em uma queda de braço, saiu vitoriosa, derrotando os sindicatos e retornando a economia ao normal. Pela forte determinação de extirpar de uma vez por todas quaisquer sequelas comunistas do governo, com posicionamentos fortes e sagazes, Margaret Thatcher foi alcunhada de “A Dama de Ferro” pela mídia Soviética.

Então, a Dama de Ferro juntamente com Chanceler do Tesouro Geoffrey Howe, reduziu os impostos diretos sobre a renda e aumentou os impostos indiretos (Reitan 2003, p. 130). Thatcher aumentou as taxas de juros para diminuir o crescimento da oferta monetária e assim diminuir a inflação, introduziu limitações financeiras nas despesas públicas e reduziu a despesa com serviços sociais, como educação e habitação. Mas, em 1987, o desemprego estava caindo, e a economia era estável e a inflação era baixa (Childs 2006, p. 185). Até que as pesquisas de opinião mostraram uma confortável liderança dos conservadores. As ações positivas da ministra na administração pública conseguiram levá-la para o terceiro mandato.

Em um discurso épico e memorável a primeira-ministra exortou que:

Não existe esta coisa de dinheiro público, existe apenas o dinheiro dos pagadores de impostos.

A prosperidade não virá por inventarmos mais e mais programas generosos de gastos públicos. Você não enriquece por pedir outro talão de cheques ao banco. E nenhuma nação jamais se tornou próspera por tributar seus cidadãos além de sua capacidade de pagar”.

A sabedoria de governo da Dama de Ferro fez com que o Reino Unido crescesse substancialmente. O incentivo ao trabalho e a produção por meio da redução de impostos trouxe benefícios a todo povo. O trabalhador não suportava mais pagar tantos impostos e lucrar pouco.

Em 28 de novembro de 1990, depois de ter uma audiência com a Rainha, Margaret Thatcher renunciou ao governo com um grande legado de força, poder e determinação. Porquê nunca se viu na história de um País, viver no mesmo local, as duas mulheres mais poderosas do mundo.

No dia 8 de abril de 2013, a Baronesa falece aos 87 anos de idade, depois de ser acometida por um AVC. Ela estava morando em Londres desde dezembro de 2012, logo após sentir algumas complicações na escada da sua casa em Belgravia. Margaret Thatcher, aclamada por uns e odiada por outros, torna-se uma mulher evidentemente forte e perspicaz, onde marca seu nome na história como a mulher mais determinada daquele parlamento e uma das personagens mais importantes do mundo político de todos os tempos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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