Caso de espionagem do governo Flávio Dino contra adversários políticos chega na justiça e Coronel vira réu

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O primeiro ofício de espionagem foi enviado ao Quartel da Polícia Militar de Barra do Corda. O ofício vazou e a imprensa do Brasil repercutiu o caso.

A ordem era para monitorar todos os adversários que colocassem em risco a reeleição do governador Flávio Dino.

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O Ministério Público do Maranhão ofereceu denúncia contra um coronel da Polícia Militar do estado acusado de comandar um esquema de espionagem de adversários do governador Flávio Dino (foto), do PCdoB, durante as eleições de 2018. Candidato a deputado estadual em 2014 pelo mesmo partido, o oficial já havia sido responsabilizado pelo caso em uma sindicância interna da corporação.

Segundo o promotor Clodomir Lima Neto, da 2ª Promotoria de Justiça Militar de São Luís, o coronel Heron Santos foi informalmente convidado pelo então comandante da PM do Maranhão, Jorge Loungo, para realizar um planejamento chamado “Operação Eleições 2018”. Mas, por iniciativa própria, teria ido além da ordem.

“Entre os meses de março e abril de 2018, o denunciado (…), sem qualquer ordem formal superior, determinou a ação militar na ‘Operação Eleitoral 2018’, tendo, inclusive elaborado a planilha intitulada Levantamento eleitoral, na qual ordenou que os ‘Comandantes de Área deverão informar as lideranças que fazem oposição ao governo local (ex-prefeito, ex-deputado, ex-vereador) ou ao governo do Estado, que podem causar embaraços no pleito eleitoral’”, escreveu o promotor.

A denúncia inclui o major Antônio Carlos Araújo Castro. Castro foi apontado por Clodomir como o responsável por confeccionar o ofício circular e inserir a assinatura digital de um comandante de policiamento, o coronel Antônio Markus da Silva Lima, no documento. O objetivo seria agilizar o envio das informações do “Levantamento eleitoral” pelas unidades militares subordinadas ao oficial.

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