São Luís, 9 de julho de 2020
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DIA DO SUCATEIRO: Do lixo ao luxo, e à economia responsável

Uma homenagem prestada pelo casal de empresários do ramo Jairo Estourado e Carol Arruda, proprietários das empresas Sucata Só Ferro e Sucata Só Metais.

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Desde o profissional solitário, puxando a sua humilde carroça cheia de peças de ferro, aço, cobre, etc., às cooperativas de reciclagem com os caminhões carregados, o trabalho com sucata há anos é o sustento de muitas famílias brasileiras.

Às vezes, o trabalho começa como um complemento à renda, porém, não é raro ver famílias inteiras – de pais e a filhos e netos – cuidando de juntar, separar e vender a sucata recolhida no dia a dia.

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Emocionante é buscar insumo para escrever uma homenagem a esses profissionais, e nos deparar com notícias como a dona de casa que pagou a faculdade juntando e vendendo latinhas no Nordeste. Ou do casal, que começou vendendo papel na região Sul, e hoje são os filhos que cuidam de uma das maiores empresas destinadas à reciclagem de resíduos, dentre eles, a sucata ferrosa. Também temos a história dos filhos, que para ajudar os pais, começaram a catar latinha depois da aula e hoje vendem sucata ferrosa para usinas no Sudeste.

Números que impressionam

O setor de comércio atacadista de sucatas metálicas reúne mais de 5 mil empresas no país, a maioria de porte pequeno e médio, e gera mais de 42 mil empregos diretos, conforme dados do Caged, do IBGE. No total, são cerca de 1,5 milhão de pessoas que vivem da coleta, transporte e comercialização de sucatas metálicas no país, a maior parte, cerca de 800 mil, catadores.

O levantamento desses dados foi encomendado pelo Instituto Nacional das Empresas de Sucata de Ferro e Aço (Inesfa) e pelo Sindicato das Empresas de Sucata de Ferro e Aço (Sindinesfa) em 2018, para um diagnóstico claro e atualizado do segmento e da sua importância para a economia, meio ambiente e geração de empregos do país.

O setor atacadista de sucata ferrosa fornece uma das principais matérias-primas, a única reciclada, às usinas siderúrgicas para a produção de aço. Somente em 2018, as indústrias consumiram 8,9 milhões de toneladas de sucata para a produção de aço, 6,4% a mais em relação a 2016, quando o consumo foi de 8,3 milhões, conforme números do Instituto Aço Brasil (IABr) citados no anuário estatístico de 2018.

Desde 2014, início da crise econômica no país, quando a demanda chegou a 9,6 milhões de toneladas, até 2016, o consumo caiu, fruto da redução da produção de aço, recuperando-se em 2017. Em 2018, o consumo mensal chegou a cerca de 400 mil toneladas.

Economia de matéria-prima e de energia

A utilização da sucata de ferro e aço pelas siderúrgicas propicia uma economia com outros materiais, além de ser menos prejudicial ao meio ambiente. Conforme a Agência de Proteção Ambiental Norte-Americana (EPA, na sigla em inglês), a reciclagem reduz a necessidade de utilização de matéria-prima bruta.

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A reciclagem de uma tonelada de sucata de ferro gera a economia de 1,115 kg de minério de ferro, 625 kg de carvão e 53 kg de calcário. Isso significa que, em 2017, como houve um consumo de 8,92 milhões toneladas de sucata ferrosa, houve uma redução de 9,9 milhões toneladas de minério de ferro, 5,6 bilhões de toneladas de carvão e 470 mil de toneladas de calcário.

Além disso, a reciclagem de sucata ferrosa permite uma redução no consumo de energia de até 75%. Os dados de mercado mostram que cada tonelada de aço obtida por fornos elétricos consome 1.700 kWh a menos do que dos altos fornos. Em 2017, a reciclagem de sucata de aço permitiu uma redução no consumo de energia de mais de 17,5 bilhões de kWh.

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Ainda é preciso melhorar

Apesar da importante contribuição do setor para a economia e ao meio ambiente, as empresas de sucata não dispõem de incentivos governamentais no âmbito federal, estadual e municipal. Ainda faltam linhas de crédito que estimulem a reciclagem e o ICMS cobrado do setor é desigual nos Estados.

Ainda assim, profissionais autônomos e empresas seguem na coleta diária da sucata, levando um material, que lotaria ruas e aterros, à transformação e renovação de ferro, aço e demais matérias-primas.

A todos esses profissionais, exemplos de força, garra e dedicação, nosso reconhecimento e homenagem aqui, no Profissional do Aço.

12 de junho, Dia do Sucateiro

Jairo Alves e Carol Arruda

Via, Profissionais do Aço.

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