Jovem de Barra do Corda precisa de um medicamento que custa R$ 216 mil, governo se nega em bancar

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Aos 26 anos, Taniela Rodrigues de Oliveira da Conceição já enfrentou muitas dificuldades. Diagnosticada com câncer de mama há pouco mais de dois anos, ela precisa, de acordo com laudo médico, de um remédio que custa R$ 216 mil por ano.

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Sem o uso do medicamento chamado de Pertuzumabe, mais conhecido como Perjeta, ela afirma que tem piorado e sentido dores muito fortes.“Sinto muita dor no peito, no braço, no corpo todo. O peito sangra demais. Derrama tanto sangue que meu banheiro fica todo sujo”, afirmou.

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Em dois anos de tratamento, ela já passou por 22 sessões de quimioterapia. Para realizar as sessões solicitadas pela médica, Taniela, que mora em uma fazenda na zona rural de Campinaçu, precisa viajar para Goiânia, a 450 km de distância. O trajeto é feito até três vezes ao mês.

Mãe de um menino de 7 anos, Taniela conta apenas com a ajuda do marido, que trabalha como vaqueiro e ganha um salário mínimo. Com o valor do benefício que eles recebem por meio do Bolsa Família, a renda do casal chega a R$ 1,2 mil por mês.

Devido às fortes dores que sente no corpo, principalmente no local da lesão, Taniela não consegue trabalhar. Sem condições financeiras para pagar o tratamento, a jovem recorreu à Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) para que o Estado forneça o medicamento.

A ação foi apresentada em fevereiro deste ano. No entanto, em abril, o juiz extinguiu o processo sem avaliar o pedido, alegando que a responsabilidade de custear o remédio seria da União e não do Estado de Goiás. A DPE-GO informou, por meio de nota, que recorreu da decisão judicial e que o processo aguarda a manifestação do Estado para ser encaminhado ao Tribunal de Justiça.

Já a Procuradoria-Geral do Estado de Goiás (PGE-GO) informou, às 16h45, que foi intimidada nesta segunda-feira (17) da ação judicial e que tem prazo de 30 dias úteis para apresentar as contrarrazões. Também disse que “é um medicamento oncológico, cuja dispensação é feita nos centros de saúde especializados (Cacon e Unacon). A competência para o financiamento desse químico é da União, motivo pelo qual o juiz indeferiu a petição inicial da demanda ajuizada em face do Estado”.

Em janeiro, o pedido feito por Taniela ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para receber auxílio-doença também foi negado. Por meio de nota, o órgão informou que, após perícia médica realizada em 21 de janeiro deste ano foi constatada a incapacidade até a data de 30 de abril, “mas o pedido foi negado por falta de comprovação de segurado, pois não constam contribuições para o regime geral de previdência social (RGPS), conforme buscas junto ao cadastro nacional de informações sociais (CNIS)”.

Quadro avançado

De acordo com o laudo assinado em fevereiro deste ano por uma médica do Hospital Araújo Jorge, que acompanha o caso de Taniela, seria necessário começar o tratamento com o remédio Pertuzumabe imediatamente, devido ao quadro avançado da doença.

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“Tumoração está extensa e ulcerada, sangrenta, com necrose associada a amplo acometimento de toda a mama e invasão da pele e da parede torácica”, informa o documento.

Ainda segundo a médica, a demora para iniciar o tratamento reduz as chances de cura, com riscos de progressão da doença e até mesmo evolução para metástase.

De acordo com a jovem, ao descobrir a doença, no final de 2016, ela tinha dois nódulos. Em janeiro de 2017 Taniela operou e retirou um deles. Mas, de acordo com ela, a médica disse que não foi possível tirar o outro na mesma cirurgia porque a lesão estava muito inflamada.

“Fiz quimioterapia e diminuiu o tumor. Com três sessões o tumor quase sumiu. Aí eu queria operar, mas a médica disse que depois de pedir a quimioterapia pelo SUS tem que passar por todas as sessões solicitadas. Depois eu fiquei dois meses sem quimioterapia e o nódulo cresceu muito, furou. Tentei operar, mas a médica me explicou que eu não poderia naquele momento e que eu teria que fazer mais 6 meses de quimioterapia”, disse.

Agora, Taniela conta que aguarda ansiosa por uma decisão favorável para conseguir o remédio.“Continuo sentindo dores, posso ter até metástase, que acho que agora eu tenho […]. Sinto dor em todo o corpo e, mesmo assim, não consegui a medicação”, afirmou.

Neste momento, o Blog Minuto Barra conclama ao povo de Barra do Corda, Jenipapo dos Vieiras, Fernando Falcão e toda a região, para que cada cidadão faça um depósito na conta do esposo de Taniela, e juntos, ajudaremos salvar a vida de nossa conterrânea;

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