O grande silêncio aliado a revolta quanto ao resultado das eleições em Barra do Corda

Barra do Corda participou de um processo eleitoral neste ano de 2016 como nunca visto antes na história do município.

Uma disputa entre três candidatos, mas a mesma se concentrou de forma visível entre apenas dois. De um lado, um candidato de primeira viagem, onde seu nome surgiu da manifestação popular, mas tendo no passado, seu pai como vereador e prefeito por três vezes no município, e também tendo um irmão com cinco mandatos consecutivos de deputado estadual. Isso influenciou em parte na candidatura de Junior do Nenzin? Talvez nem tanto, mas devemos em parte levar em conta o peso político dos mesmos, principalmente de seu pai Nenzin.

Por outro lado, tivemos o atual prefeito concorrendo sua reeleição com a máquina e os cofres públicos em suas mãos, sem esquecer do apoio  do governo do estado que colocou todo o aparato de poder, a disposição do candidato Eric Costa em Barra do Corda.

Com isso chega o período da campanha eleitoral, Junior do Nenzin e Jaine Milhomem tinham com eles, apenas o apoio do povo, que com muita coragem, bateram de frente com a opressão do poder público municipal e com a força total do governo do estado em todos os sentidos em favor de Eric Costa.

A população foi obrigada  a assistir  a chamada covardia do pleito eleitoral, desde as forças que estavam em favor do prefeito, como também a forma que se findou a disputa.

O povo de Barra do Corda desde o resultado das eleições, não tem questionado o que as urnas disseram, pois as urnas estavam prontas apenas, para receberem os votos e no final dizer o resultado. Até aí tudo bem, até esse ponto ninguém questiona a legitimidade do resultado e de quem venceu, o que a população em grande parte questiona, é a forma de como estes votos que fizeram a diferença, chegaram nas urnas. O uso da máquina pública era visível aos olhos, o uso do poder do governo do estado contra o candidato Junior do Nenzin, era visível, público e notório.

Nunca, e em toda a história política e administrativa do Maranhão, o povo de Barra do Corda, havia sentido na pele a opressão por parte de um governador do estado em favor de um candidato. Sempre os governadores em eleições passadas, tiveram seus candidatos, e deles que até vieram manifestar seus apoios em palanques em disputas em anos anteriores. Mas, sentir o que a população sentiu nas eleições de 2016, foi uma covardia sem tamanho, foi algo em que o povo não sabia a quem recorrer.

Um eleitorado que comparece em um bom número nas urnas, de 53 mil eleitores aptos a votarem, tivemos um comparecimento de 46 mil eleitores que se racharam entre dois candidatos a prefeito.

O primeiro colocado, que estava com os cofres da prefeitura nas mãos, recebeu 22.338 votos, e o segundo colocado que não contava com o apoio da prefeitura e  do governo do estado, recebeu uma votação expressiva, chegando a um total de 20.638 votos, a menor diferença entre dois candidatos em uma disputa em Barra do Corda.

Um chega e vence na zona 023, e o outro chega e vence na zona 097, algo nunca visto antes na história.

Durante 45 dias de campanha, a população é ludibriada de forma covarde e leviana com as pesquisas do instituto de pesquisa ESCUTEC, que parecia está também a serviço do prefeito, divulgando números que não condiziam com a realidade das ruas. Faltando apenas 15 dias para as eleições, a escutec chega e diz, que o prefeito Eric venceria a disputada com quase 20 pontos à frente de Junior do Nenzin, uma verdadeira mentira estampada em vários jornais e blogs do Maranhão e espalhada de forma impressa nas residências da cidade.

Dia 28 de setembro, penúltimo dia para o fim da campanha eleitoral, a escutec chega com sua última pesquisa desastrosa, e o prefeito, juntamente com seus aliados, estampam a mesma em todos os blogs e jornais que rezavam em seus pés e a mesma dizia, que Eric venceria Junior do Nenzin com 16 pontos na frente no domingo dia 2. A pesquisa era mais um meio covarde e que foi usado para confundir a cabeça dos eleitores, principalmente daqueles menos esclarecidos e que são fáceis de serem ludibriados e confundidos.

Passam-se os dias 29 e 30 de setembro,  e chega o 1° e o dia 2 de outubro, dia da eleição, e quando as urnas se abrem, a diferença que era pra ser no minimo de 16 pontos, e que correspondia em uma taca de em torno 10 mil votos de diferença, todos são surpreendidos com uma diferença pequena 3%, chegando apenas a 1.700 votos de diferença.

Porque em menos de quatro dias, uma diferença de 16 pontos, ou seja, de 10 mil votos, cai para 3%, chegando a 1.700 votos?

O que vários carros fechados faziam durante as madrugadas com aliados do prefeito chegando na zona rural de Barra do Corda e nos bairros? Será se era a chamada compra de votos desenfreada? Ninguém sabe dizer o que de fato era.

O que fazia uma candidata a vereadora, aliada ao prefeito Eric, que após uma denúncia feita, a polícia federal chegou até ela e aprendeu vários documentos que simbolizavam a compra de votos pra ela e para o prefeito?

A pergunta volta a ser repetida; Porque Barra do Corda não está aceitando o resultado da eleição?

Barra do Corda, vive o mesmo retrato que o Brasil viveu nas eleições para presidente em 2014, quando a máquina presidencial foi usada de todas as formas em favor de Dilma, o País se dividiu nas urnas, uma diferença de 3%, igual a mesma diferença de Barra do Corda, Dilma “vence” e o povo Brasileiro não aceitou o resultado das urnas e cobraram uma providencia do Congresso Nacional e o mesmo ouviu as vozes roucas das ruas, e com o apoio do Supremo Tribunal Federal, Dilma foi lançada fora do comando do Brasil.

Os processos com as provas das compras de votos existem, e a população aguarda ansiosa por uma resposta da Justiça Eleitoral de Barra do Corda, do Maranhão e a de Brasília se for preciso.

O poder emana do Povo!!

Texto de Gildásio Brito

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Comentários

  • Governador Flavio Dino, nos aguarde..2018 tá aí e nós vamos dá a taca que você merece. Esperamos em Deus que possamos resistir até lá com essa administraçao irresponsável e leviana que o senhor fez questão de apoiar através de obras eleitoreiras descaradamente. Estamos vivenciando a pior administraçao que essa cidade ja viu, um governo perseguidor, opressor..comunista. as vezes temos a impressao de que estamos em Cuba. Infelizmente, o Sr nao enxerga isso, por que nao quer o bem do povo que o elegeu..e por issoeu grito: volta Roseana..te queremos de volta!! Venha aqui governsdor..visite a UPA..visite o Materno infantil… veja: não temos remédios..nao temos o básico. A incompetencia tomou de conta de tudo. Até bicho tem embaixo dos colchões imundos onde nosso povo enfermo se deita. se o sr nao intervir vai passar uma tremenda vergonha na sua campanha..pois nao vamos querer o sr aqui..um governo que se junta ao municipal pra oprimir o seu povo? Fora..oNeste final de semana dias 28, 29 e 30 (outubro)teremos varias palestras com o parapsicólogo católico Antonio Fontes, a entrada é franca. Todas as pessoas de nossa cidade estao convidadas…principalmente aquelas que teem algum tipo de depressão, que está desacreditado na vida, que perdeu sua fé. As palestras acontecerão no salão paroquial da Igreja matriz no centro da cidade a partir de 19 horas após a santa missa. Venha você também , talvez possa encontrar as respostas que tanto procuras. O sr nao é dono do Maranhao é apenas nosso empregado…pense nisso!

  • Julgamento Público X Julgamento pelo Público

    Durante muito tempo, principalmente na idade média, as decisões dos julgamentos eram tomadas com bases nas acusações. Não raro existiam julgamentos em praça pública onde a população bradava pela condenação com com base no grau de reprovação que faziam sobre as imputações. Os fatos efetivamente ocorridos não eram apreciados, mas apenas o que se bradava aos quatro ventos.

    A sociedade evoluiu e verificou que esse sistema violava o princípio básico de busca da Justiça. As massas são facilmente manobradas bastando que se impute a qualquer um um fato de elevada reprovação moral ou social.

    Na atualidade, a facilidade de difusão da informação trás de volta, de forma velada, os julgamentos públicos sem direito a defesa. Basta que grandes detentores de veículos de divulgação difundam o que lhes interessam para que a idade das trevas retorne.

    O risco a estabilidade das instituições se agiganta em tais situações. A constituição de um Poder Judiciário composto por membros comprometidos com sua imagem pública e a satisfação da opinião majoritária resgata o nefasto período do julgamento popular fundado na reprovação das denúncias e não nos fatos em si. Perde-se a imparcialidade ou, no mínimo, a reprimimos.

    Seguir no caminho de uma sociedade sem opressão ou descer para as trevas da dominação por grupos que detêm a capacidade de espalhar estórias passará pela conduta de cada integrante de nossa sociedade.

    Apenas quem já teve ou terá direitos violados é que sabe ou saberá o valor de um Juiz que trabalha sem olhar as partes ou o barulho da turba. Ao Julgador cabe deter-se aos fatos. Nestes casos, mesmo que se tenha uma decisão desfavorável aos anseios, ao menos se saberá que foi pelo entendimento do Julgador e não pela manobra de outrem.

    Analisar as informações que buscam incessantemente uma condenação antecipada pode revelar mais de um crime de quem as difunde do que do próprio acusado em si. Não raro, ao se analisar os fatos constatamos que o crime é a própria denúncia. Quem julga no dia-à-dia sabe disso. Quem vive de estórias mirabolantes e da difusão delas não deixará que a sociedade saiba deste fato. (Autor desconhecido) Que este texto esclareça não só jurificamente, mas historico-socialmente a todos que acham saber de tudo.
    E por favor não apaguem!

  • A pergunta volta a ser repetida; Porque Barra do Corda não está aceitando o resultado da eleição?
    Acho que uma pessoa normal também não sabe explicar.
    A Lei brasileira é clara: Diz que quem ganha a eleição é o candidato que tiver o maior número de votos válidos, ou seja, maioria de um milhão ou apenas um voto é considerado vencedor.
    Em 2010 foi considerada eleita uma governadora que teve uma maioria de pouco mais de três mil votos somente, isso num eleitorado com mais de três milhões de eleitores, ou seja, um percentual de maioria insignificante.
    O Governador Flávio Dino, em 2014, ganhou a eleição contra uma máquina estadual poderosa e corrupta e contra os milhões de Reais desviado da Petrobras onde o candidato perdedor teve o Pai Ministro da Minas e Energia controlador da Petrobras. (vide lava jato).
    O meu avô, já falecido, sempre dizia que a desculpa de um VAQUEIRO ruim era de que o cavalo não prestava.

    Não aceitar o erro ou a derrota atrapalha muito o psicológico de uma pessoa.

  • Esse vaqueiro ainda senta na cadeira de prefeito da Barra pois o que Deus escreveu pra ser o diabo não pode mudar, vem bomba e ta pertinho pra explodir espere pra ver, pense nisso Eric Costa.

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