URGENTE!! MP pede ao TJ/MA para que Junior do Nenzin seja julgado em outra cidade do Maranhão

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O Ministério Público do Maranhão, através, do Promotor Edilson Santana de Sousa, titular da 2ª promotoria de Barra do Corda, autor da Ação Penal referente ao crime que ceifou a vida do ex-prefeito Nenzin, solicitou, ao Tribunal de Justiça do Maranhão em São Luís, para que retire de Barra do Corda a sessão do Tribunal do Júri Popular que levará ao banco dos réus, Manoel Mariano Filho(o Júnior do Nenzin) onde o Ministério Público e a Polícia Civil do Maranhão o acusam de ter assassinado o próprio pai na manhã do dia 6 de dezembro de 2017 com um tiro.

Ao pedir o DESAFORAMENTO, ou seja, a retirada do julgamento de Barra do Corda para que seja realizado em outra cidade, o promotor diz na petição que “o ora pronunciado conduziu o pai a lugar ermo e de lá voltou com o ancião ferido mortalmente, sem uma versão razoável a apresentar”, disse o promotor Edilson Santana.

O promotor afirma ainda, que Júnior do Nenzin mostrou frieza diante dos fatos. “Desde o início, mostrou incomum frieza diante das evidências de autoria que se lhe atribuiu, procurou distorcer os fatos e apresentar versões não verossímeis, revelando enorme desprezo pela vida humana e pelo sofrimento que causou à família e a própria sociedade, que tem grande apreço pela memória do vitimado”, disse o representante do Ministério Público.

Edilson Santana diz ainda que o elevado status político-social do ex-prefeito Nenzin e a torpeza do crime, gerou reprovação social e ódio intenso contra Júnior do Nenzin  por parte da sociedade.“O elevado status político-social do personagem vitimado e a torpeza do motivo que animou o homicida geraram incomum reprovação social e ódio intenso contra o autor da conduta”, disse o promotor.

O promotor destaca no pedido que o ex-prefeito Nenzin, era conhecido em Barra do Corda e no estado do Maranhão, e afirma que em seus três mandatos de prefeito sempre foi bem avaliado.“Manoel Mariano de Sousa, era conhecido na comunidade local e em todo o Estado como Prefeito Nenzin, político de três mandatos muito bem avaliados pela população, que ainda hoje a ele se refere como um grande feitor”, disse Edilson Santana.

O promotor faz questão de frisar em seu pedido, o peso político que Nenzin era detentor não apenas em Barra do Corda, mas classifica que o ex-prefeito firmou-se definitivamente como uma grande liderança popular no Maranhão, por isso, diz o promotor, em seu velório compareceu grandes personagens da política do estado. “Assim, firmou-se definitivamente como grande liderança popular nesta cidade e região e em todo o Estado do Maranhão. Por isso mesmo, acorreram a seu velório as personalidades mais destacadas, entre as quais os deputados Othelino Neto e Rafael Leitoa, também representando o governador do estado, a ex-governadora Roseana Sarney, o deputado Sarney Filho, o então suplente de senador Lobão Filho”, disse o promotor destacando a figura de Nenzin.

O promotor diz ainda, que Júnior do Nenzin era homem de confiança do pai, que lhe entregou a administração de suas fazendas e dos seus negócios e, que estando, debilitado pelos anos, apontou Júnior como candidato a prefeito em 2016 com o apoio de toda a família, e destaca, que se não fosse o crime que ceifou a vida de Nenzin, Júnior seria o herdeiro político definitivo do pai.

“Com efeito, montado do prestígio político da família, Júnior do Nenzin avultou-se como liderança política e quase arrebata o poder das mãos do atual prefeito, que então buscava a reeleição e venceu o pleito pela ínfima fração de dos votos válidos. Sabe-se, por fontes oficiosas, que, na reta final da campanha, estava  numa crescente vertiginosa e teria vencido se as eleições distasse mais uma semana além da data prevista no calendário eleitoral”, disse o membro do MP.

O promotor diz que a própria mãe, dona Santinha, como assim é conhecida carinhosamente por toda a população Cordina, disse em depoimento na promotoria não ter dúvidas de que o seu filho assassinou seu esposo, o ex-prefeito Nenzin. “Carregando a dor das irreparáveis perdas, prestou declarações a este órgão ministerial, ocasião em que imputa o crime de homicídio ao filho e ainda o furto de gado das fazendas que o pai lhe confiara”, afirmou o promotor no pedido.

Edilson Santana fala que o acirramento entre os dois grupos políticos, principalmente entre aqueles que são pró e contra o Vaqueirinho se mantém com tal intensidade, o que leva a entender tamanha falta de condição para a realização do júri popular em Barra do Corda. “Cumpre assentar que o tempo passou mas o acirramento entre os grupos, pró e contra o Vaqueirinho se mantém com tal intensidade a denotar absoluta falta de condição para que se realize nesta Cidade um julgamento imparcial do acusado. Dada sua importância, o fato continua as mídias locais e os meios de comunicação do estado”, concluiu o promotor.

O Blog Minuto Barra deixa espaço aberto a defesa de Júnior do Nenzin se manifestar quanto ao pedido do Promotor Edilson Santana.

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